• Pr. Henrique Lino da Silva

Centurião

“E, depois de concluir todos estes discursos perante o povo, entrou em Cafarnaum.E o servo de um certo centurião, a quem muito estimava, estava doente, e moribundo.” (Lucas 7:1-2)

Jesus tinha pregado, ensinado que devemos analisar as pessoas pelos frutos; mostrou que uma pessoa ruim não tem condições de dar bons frutos, nem uma boa de dar maus frutos. Também explicou que não adianta as pessoas falarem que Ele era bom e não lhe obedecerem, e deu exemplos sobre construir uma casa sobre a Rocha ou sobre a areia. Depois que Ele terminou de pregar, entrou na cidade de Cafarnaum, e logo ficou sabendo que um servo de um oficial romano estava doente. Devemos lembrar que naquela época Israel era dominada por Roma, por César, portanto os israelitas eram prisioneiros dos romanos, e o governo legítimo era comandado por César. Consequentemente, esse oficial não era tão bem visto pelos Israelitas, pelos hebreus de uma forma geral. Assim, sabemos que o servo daquele oficial romano estava doente, às portas da morte, pois a Palavra nos fala que ele estava moribundo. Também sabemos que era muito querido pelo seu senhor, o oficial. “E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo. E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno de que lhe concedas isto, Porque ama a nossa nação, e ele mesmo nos edificou a sinagoga.”(Lucas 7:3-5). Quando o oficial ouviu falar sobre Jesus, que Ele operava milagres, sinais e maravilhas, teve o cuidado de recorrer aos principais líderes judaicos para fazer um pedido a Jesus pelo seu servo. Observamos que os anciãos, os líderes chegam até Jesus e lhe rogam pelo oficial e lhe informam que ele tinha ajudado a construir a sinagoga, o templo deles, e que demonstrava que amava Israel, por isso eles achavam que ele merecia ser atendido. Esses anciãos foram até Jesus fazer um pedido pelo oficial romano, mas temos que observar que esse pedido deles não é por eles mesmos, e sim por um servo, um empregado, um escravo. Em primeiro lugar, isso demonstra que aquele homem, o oficial, tinha um bom coração, pois estava preocupado com a vida de seu servo. Em segundo lugar, era um homem que tinha adotado a religião dos hebreus, pois ele ajudou a construir o templo, portanto, partilhava da mesma fé. Não importa a posição em que estamos diante dos homens, mas a em que estamos diante do Senhor. “E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado.” (Lucas 7:6). Jesus, atendendo ao pedido, se dirige para a casa daquele oficial, com o objetivo de curar o seu servo, mas, quando se aproxima da casa do oficial romano, ele sai ao encontro de Jesus e lhe diz que ele não é digno, não é merecedor que Jesus entre na sua casa. Vemos agora a humildade, a simplicidade desse homem, que comandava cem soldados, pois centurião era um oficial que tinha sob o seu comando cem soldados. Esse oficial reconhecia em Jesus o que a maioria dos judeus não reconhecia, pois Ele via que Jesus era de Deus, e, portanto, ele não achou ser merecedor da sua visita, e falou isso claramente com Jesus. “E por isso nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará. Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz.” (Lucas 7:7-8). Explica ainda que, por não se achar nem digno de falar com Ele, pediu aos anciãos que falassem com Ele, mas sabe que, se Jesus quiser, basta somente Ele dar a ordem e a cura chegará ao seu criado, ou seja, nem seria preciso Jesus chegar até o seu servo. Ele sabia que à distância, se Jesus quisesse, a cura alcançaria o seu servo. Esse oficial mostrou que conhecia Jesus muito mais do que os hebreus, e também tinha o principal, pois as suas palavras mostraram isso. Citou ainda um exemplo, dizendo que ele, como oficial, dá as ordens, e seus soldados obedecem imediatamente, e que com Jesus é a mesma coisa, portanto, se Ele der a ordem, sabe que os anjos e todos lhe obedecerão. Esse oficial demonstrou amor, pois estava preocupado com o seu servo, demonstrou simplicidade e humildade, pois julgou que não era merecedor de falar com Jesus, e muito menos digno de recebê-lo em sua casa. Por último e mais importante: mostrou a fé, pois disse que Jesus só precisava dar a ordem à distância. Ele sabia que Jesus era o Cristo de Deus. Se zero, zero vírgula um por cento dos evangélicos, dos crentes tivesse a fé desse homem, tivesse a mesma simplicidade e amor, com certeza este mundo seria bem melhor, e estaríamos influenciando o mundo cada vez mais. “E, ouvindo isto Jesus, maravilhou-se dele, e voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé.” (Lucas 7:9). Jesus elogia a fé desse oficial dizendo que nem em Israel encontrara tamanha fé, o que é anormal, pois Israel tinha a lei e os profetas, que falavam da sua vinda e de tudo o que Ele faria, e mesmo assim não creram Nele, mas um estrangeiro sim. “E, voltando para casa os que foram enviados, acharam são o servo enfermo.” (Lucas 7:10). Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe. Um abraço, Pr. Henrique Lino

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