• Pr. Henrique Lino da Silva

Adultério e perdão



“Jesus, porém, foi para o Monte das Oliveiras. E pela manhã cedo tornou para o templo, e todo o povo vinha ter com Ele, e, assentando-se, os ensinava. E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; e, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?” (João 8:1-5) Ao contrário do que muitos pensam, e como alguns pregadores fazem entender, Jesus não tinha nenhuma propriedade, não tinha casa, e sempre, quando queria, ficava em casa de amigos, como de Marta e Maria, ou em outras onde era convidado ou para as quais Ele mesmo se convidava, como no caso do cobrador de impostos Zaqueu. Jesus mesmo tinha dito que as raposas têm covis, e os pássaros, seus ninhos, mas Ele não tinha onde encostar a cabeça, por isto tinha o hábito de passar as noites nos jardins, no horto, no Monte das Oliveiras, que era próximo, defronte ao templo. À noite Ele ia para lá com os seus discípulos, e pela manhã retornava para o templo onde se dedicava ao ensino do Evangelho, porque Jesus o que mais fez foi pregar, foi ensinar sobre o Reino. Sempre havia várias pessoas o ouvindo e aprendendo sobre a salvação. Um desses dias, estava Ele a ensinar no templo quando os fariseus trouxeram uma mulher que tinha sido pega no flagrante adultério, ou seja, mantendo relações sexuais com outro homem que não era o seu marido. Os escribas (os que transcreviam as Escrituras) e fariseus a colocaram no meio, à frente de Jesus, e o questionaram sobre o que deveria ser feito com ela, uma vez que a lei de Moisés determinava que, nesse caso, a mulher e o homem deveriam ser apedrejados até a morte. Mas eles trouxeram somente a mulher, mesmo porque eles queriam pegar Jesus em uma armadilha, se Jesus simplesmente a perdoasse, eles o acusariam de estar apoiando o adultério e de ir contra a lei de Moisés. Se Ele a condenasse, também seria acusado de ter agido de maneira negligente, uma vez que condenava somente a mulher, portanto, seria acusado de favoritismo, logo, haveria sempre um argumento contra Ele. Observa-se que eles falaram da lei de Moisés, mas a pergunta que eles fazem é: “e tu, o que dizes?” “Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra.” (João 8:6-8). Esses religiosos estavam tentando de todas as maneiras achar uma desculpa para acusar Jesus publicamente e assim exigir a sua morte, mas em nenhuma dessas tentativas foram bem-sucedidos. Isso só aconteceu no tempo determinado por Deus. Quando eles fizeram esse questionamento, Jesus não lhes deu muita importância, inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo. Não sabemos o que escreveu e nem se era importante, o fato é que possivelmente, naquele momento, Ele estava meditando em uma resposta para dar àqueles religiosos. Mas eles ficaram insistindo em uma resposta, queriam saber o que Jesus iria dizer – deveriam estar pensando que tinham conseguido apanhar Jesus em uma das suas armadilhas. Diante da insistência deles, Jesus simplesmente se aprumou, ou seja, levantou a cabeça e disse-lhes que aquele dentre eles que não tivesse pecado que fosse o primeiro a começar o apedrejamento. Então vemos que Jesus simplesmente devolveu a armadilha para eles mesmos, pois eles agora é que estavam em uma situação difícil, Depois que Jesus falou isso, voltou à sua posição anterior e recomeçou a escrever na areia com o dedo, não se preocupando com o que eles iriam ou não fazer. “Quando ouviram isto, redarguidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficando só Jesus e a mulher que estava no meio.” (João 8:9). Agora esses religiosos, envergonhados e sem jeito, percebendo que tinha dado errado o intento deles, só restou cabisbaixos saírem um a um – os mais velhos foram os primeiros. Na verdade, Jesus os chamou de pecadores, e eles não tiveram resposta. Jesus os acusou de fazerem julgamento injusto, mas, como não tinham o que contestar, só restou a eles se retirar. Temos que aprender com essa lição, pois às vezes ficamos preocupados em julgar as pessoas e não nos examinamos, achamos que somos melhores por não estarmos praticando determinado erro, mas às vezes podemos estar praticando um erro pior, e ainda mais grave, pois, mesmo estando no erro, queremos condenar alguém. Jesus nos ensinou que, antes de julgarmos, devemos nos examinar, tirar as traves dos nossos olhos para só depois tirar o cisco do olho do próximo. “E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.” (João 8:10-11). Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe. Um abraço, Pr. Henrique Lino Se você está passando por problemas na sua vida espiritual, familiar, profissional, sentimental, com filhos em situação de risco, envolvimento com drogas, ou em processo de separação, divorcio, traído(a) abandonado(a) entre em contato conosco. O Ministério Atalaia do Evangelho de Deus está a sua disposição para aconselhamento, oração, e interseção e orientação, e cobertura espiritual. Visitem nosso site www.atalaiadedeus.com.br - O Ministério Atalaia do Evangelho de Deus tem como objetivo levar a Palavra de Deus. Trabalha voluntariamente com assistência as famílias, para restaurar casamentos e orientação espiritual a todo aquele que necessita de uma Palavra de cura, salvação e libertação. Esse Ministério tem obedecido ao chamado do Senhor, venha fazer parte desse trabalho com sua oração.

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