• Pr. Henrique Lino da Silva

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“Começamos outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou, porventura, necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de vós?” (2 Coríntios 3:1)

 

         Quando chamamos atenção de algum membro, alguma ovelha que está em erro, está em desobediência à Palavra de Deus, não é que estejamos nos colocando em posição espiritualmente superior a alguém, mas sim por temor ao Senhor. Como sabemos, há consequências da desobediência aos que a estão praticando, como também aos que passivamente assistem sem nada falar; e se amamos o Senhor, obedecemos a sua Palavra e amamos o próximo como a nós mesmos, e se o amamos, então temos que alertá-lo para abandonar o pecado, caso contrário, fatalmente irá padecer por toda a eternidade. Muitos nos julgam por não permitirmos pessoas que vivem em pecado no nosso meio, não que sejamos superiores, e quem nos conhece sabe disso, não precisamos recomendar alguém e nem de cartas de recomendação, pois todos sabem a maneira como nos portamos. A nossa intenção não é condenar ninguém, mas acordar a pessoa, porque ela, percebendo o seu erro, quem sabe resolve abandoná-lo e realmente ir para o Senhor e assim ser salva. Portanto, se for necessário, afastamos a pessoa do nosso convívio, nós a expulsamos da congregação e a isolamos, mas, ela se arrependendo, novamente a acolhemos com amor e não mais nos lembramos dos seus erros. “Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens, sendo manifestos como carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne do coração.” (2 Coríntios 3:2-3). As pessoas que convivem conosco é que são as nossas cartas de recomendação exatamente por saberem como somos, como agimos, por saberem o nosso temor ao Senhor e o desejo cada vez mais crescente de agradar a Deus. E essas cartas de recomendação, que são as pessoas do nosso convívio, são escritas no coração, como Espírito de Deus, e não como letras em pedras, como foi a antiga lei, porque agora vivemos em Cristo, falamos em Cristo e exigimos obediência a Cristo, e não a uma lei que se cumpriu integralmente em Jesus. Sabendo que a nossa vida, nossa salvação depende exclusivamente de Cristo, então devemos procurar todo o tempo fazer a sua vontade.

         “E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.” (2 Coríntios 3:4-6). Volto a insistir: não somos melhores do que ninguém, mas  tudo é Cristo em nós, e Ele nos capacita a vivermos  os seus preceitos, exatamente por nos  curvarmos diante Dele, entregarmos as nossas vidas, não com simples palavras, não em uma reunião qualquer levantarmos as nossas mãos e falarmos que o aceitamos, ou por recebermos  orações, ou orarmos, mas por nos dedicarmos a viver de acordo com a sua vontade, por nos rendermos a Ele. Assim como nos rendemos a Ele, e a nossa vida está Nele, não tememos nada, não nos preocupamos em agradar quem quer que seja, não nos preocupamos com religiões, mas sim em fazer a vontade de Cristo. Somos ministros, somos embaixadores de Cristo, representamos o Reino de Cristo, e por isto não temos outras preocupações ou medo, pois somos mantidos, sustentados pelo Reino. “Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fixar os olhos no rosto de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual se estava desvanecendo, como não será de maior glória o ministério do espírito?” (2 Coríntios 3:7-8). Portanto, temos total liberdade de pregar e falar sobre Jesus, e não sobre Moisés, ou sobre a antiga lei, não ficamos falando em profetas tais como Jeremias, Ezequiel ou Isaías. Falamos no maior de todos, falamos em seu Nome, falamos de Jesus. O nosso ministério é o da Graça de Cristo, e por isto somos autênticos seguidores Dele, e não ficamos tentando justificar nada através da lei de Moisés. “Porque, se o ministério da condenação tinha glória, muito mais excede em glória o ministério da justiça. Pois na verdade, o que foi feito glorioso, não o é em comparação com a glória inexcedível.” (2 Coríntios 3:9-10).

Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe.

Um abraço,

Pr. Henrique Lino


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